sexta-feira, julho 1

the other side of me



Queria escrever, queria comunicar tudo aquilo
que sinto agora, queria dizer ao ponto que a minha vida chegou. Queria contar todos estes segredos e acontecimentos que poucos sabem.
Mas não posso falar de este assunto que me assombra todas as noites, todos os dias...
Talvez um  dia quando este pesadelo que já dura a 13 anos acabar eu possa e consiga falar com a maior naturalidade destes assuntos. 
Mas por agora eu ligo os phones, coloco as minhas musicas no telemóvel, deito-me na minha cama com a minha pequena cadela encostada nos meus pés e falo para mim mesma sobre os meus pesadelos e medos. Por vezes choro com o ponto a que isto chegou, e penso que era muito mais forte em criança pois nunca chorava por isto (talvez por não perceber o que se passava), outras vezes riu, riu do meu próprio azar. 
O meu pai, o homem que esta sempre cá para mim, e pessoa por quem eu mais luto a pessoa que me da forças para continuar, a pessoa que quando me abraça nos seus braços eu me sinto novamente uma menina pequenina e protegida do mundo por ele, o meu pai o homem que eu mais admiro por ser a pessoa que é, O MEU PAI, O MEU MODELO! Ele sempre me diz que não posso ficar mal porque a sempre quem tenha problemas piores, mas eu não quero saber dos outros, eu não sei o que eles sente, mas sei o que eu sinto. Sei a mágua, a tristeza e a raiva que tenho dentro de mim. Por vezes rebento e deixo escapar parte destes sentimentos. 
Mas na maioria das vezes sorrio, vivo feliz, não por o ser, mas ao menos pareço. 

Sem comentários:

Enviar um comentário